Com mais de 617 mil habitantes e situada a 234 metros de altitude, Feira de Santana concentra hoje um dos entroncamentos rodoviários mais movimentados do interior baiano. As vias da cidade trabalham sob tráfego pesado constante e sobre solos residuais que variam de siltes arenosos a argilas lateríticas. Para qualquer projeto viário na região, o ensaio CBR deixa de ser uma formalidade e passa a ser a base de decisão sobre espessuras de camadas. Nosso laboratório realiza o ensaio Proctor na mesma batelada de corpos de prova para já fornecer a massa específica seca máxima e a umidade ótima do material. Em paralelo, a análise granulométrica por peneiramento e sedimentação confirma se a curva do solo atende às faixas da especificação de serviço. Trabalhamos com amostras indeformadas e moldadas conforme a energia de compactação definida pelo projetista.
O CBR não mede resistência ao cisalhamento — mede a resistência à penetração de um pistão padronizado em solo compactado e saturado.
Como trabalhamos
Considerações locais
O crescimento acelerado de Feira de Santana a partir dos anos 1970, impulsionado pela instalação do Centro Industrial do Subaé e pela duplicação da BR-324, multiplicou a abertura de loteamentos sobre solos que jamais haviam recebido carga rodoviária. O risco mais comum nessas áreas é a expansão diferencial de argilas não detectadas. Um subleito com CBR de projeto de 6% pode, na prática, operar com suporte bem inferior se a drenagem for deficiente. Por isso o ensaio de CBR deve ser executado com imersão completa e leitura de expansão a cada 24 horas. Ignorar a expansão leva a trincas precoces no revestimento asfáltico. Outra situação crítica aparece em acessos a condomínios e galpões logísticos, onde muitas vezes se aproveita solo local sem compactação controlada. O ensaio CBR entrega ao projetista o dado objetivo para decidir entre substituir, estabilizar ou reforçar a camada. Sem esse número, qualquer dimensionamento vira estimativa.
Marco normativo
DNER-ME 049/94 – Solos – Determinação do Índice de Suporte Califórnia, DNER-ME 129/94 – Solos – Compactação utilizando amostras não trabalhadas, DNER-ME 162/94 – Solos – Ensaio de compactação utilizando amostras trabalhadas, ABNT NBR 9895:2016 – Solo – Índice de Suporte Califórnia (ISC) – Método de ensaio, DNIT 172/2016 – ME – Solos – Determinação do Índice de Suporte Califórnia
Outros serviços relacionados
Compactação na Energia do Projeto
Moldagem de cinco pontos com reuso de material na energia normal, intermediária ou modificada. Determinamos a curva de compactação e selecionamos o ponto de umidade ótima para o CBR.
Ensaio de Expansão e Penetração
Medimos a expansão do corpo de prova submerso por 96 horas com leituras diárias no extensômetro. A penetração segue a velocidade de 1,27 mm/min, registrando pressões até 5,08 mm.
Cálculo de CBR e Relatório Técnico
Corrigimos as curvas pressão-penetração quando necessário e emitimos o índice para 0,1” e 0,2”. O laudo inclui todos os gráficos, tabelas e a classificação MCT quando solicitada.
Parâmetros típicos
Perguntas comuns
Qual a diferença entre CBR e ISC?
ISC é a sigla para Índice de Suporte Califórnia, equivalente ao CBR (California Bearing Ratio). A ABNT NBR 9895 adota a nomenclatura ISC, mas o princípio do ensaio é o mesmo: mede a resistência à penetração de um pistão padronizado em amostra compactada e saturada, comparando-a com a resistência de uma brita padrão.
Em quanto tempo sai o resultado do ensaio CBR?
O prazo mínimo é de 5 dias úteis. São necessárias 96 horas de imersão dos corpos de prova, além do tempo de preparação, compactação e emissão do relatório. Para projetos que exigem série completa de cinco pontos, o prazo se mantém porque todas as amostras são ensaiadas em paralelo.
Qual o custo do ensaio CBR para projeto viário em Feira de Santana?
Alterações na energia de compactação ou inclusão de ensaios complementares podem ajustar esse valor.
O ensaio CBR serve para pavimento rígido?
Sim. Embora o dimensionamento de pavimento rígido utilize principalmente o módulo de reação do subleito (coeficiente k), o ensaio CBR ainda é exigido por muitas prefeituras e órgãos rodoviários para caracterizar a capacidade de suporte das camadas subjacentes à placa de concreto.
