O clima de Feira de Santana, com médias anuais de 25°C e chuvas concentradas entre abril e julho, castiga o asfalto de um jeito que só quem conhece a região entende. A variação de umidade nos solos siltosos da transição agreste-sertão exige um projeto de pavimento flexível que não dependa apenas de tabelas padronizadas. O subleito aqui pode estar seco e duro numa semana, e perder metade da capacidade de suporte na seguinte, após uma chuva intensa. Para evitar trincas prematuras e afundamentos nas vias de Feira de Santana, combinamos o ensaio CBR in situ com a verificação granulométrica das camadas, e o ensaio Proctor define a energia de compactação compatível com o material local. O dimensionamento considera o tráfego real projetado, não apenas o volume atual, porque o crescimento industrial do Centro Industrial do Subaé pressiona a malha viária com cargas cada vez mais pesadas.
A capacidade de suporte do subleito em Feira de Santana pode cair 40% entre a estação seca e o pico das chuvas — o dimensionamento precisa considerar o pior cenário, não a média.
Como trabalhamos
Considerações locais
Com 650 mil habitantes e altitude de 234 metros, Feira de Santana não sofre com alagamentos costeiros, mas enfrenta um problema silencioso: a expansão e contração dos solos argilosos do tipo massapê nas zonas norte e oeste da cidade. Já acompanhamos casos em que um pavimento flexível recém-entregue apresentou trincas em bloco com menos de 18 meses de uso, porque a camada de base foi compactada com umidade abaixo da ótima e o solo expandiu na primeira estação chuvosa. O erro mais comum é copiar o dimensionamento de uma jazida próxima sem verificar a atividade da fração argila no subleito específico da obra. Outro ponto crítico é a drenagem: as sarjetas e bocas de lobo precisam ser dimensionadas para a intensidade de precipitação local, que pode chegar a 80 mm em 24 horas nos meses de abril e maio. Sem uma drenagem profunda eficiente, a água infiltrada reduz o módulo de resiliência das camadas granulares e o pavimento perde vida útil de forma acelerada. O ensaio de permeabilidade in situ ajuda a prever esse comportamento.
Vídeo explicativo
Marco normativo
DNER-PRO 269/94: Projeto de restauração de pavimentos flexíveis (Tecnapav), DNER-ES 303/97: Pavimentação – base estabilizada granulometricamente, DNER-ME 049/94: Ensaio CBR de solos compactados em laboratório, ABNT NBR 11803:2013: Misturas asfálticas – determinação da resistência à tração por compressão diametral, DNIT 031/2006-ES: Pavimentos flexíveis – concreto asfáltico
Outros serviços relacionados
Dimensionamento estrutural pelo método DNER
Cálculo das espessuras de revestimento, base e sub-base a partir do CBR de projeto e do número N equivalente, com verificação de tensões no subleito e análise de deflexões esperadas.
Caracterização completa de materiais de jazida
Ensaios de granulometria, limites de Atterberg, Proctor e CBR de laboratório para todas as camadas, mais verificação de adesividade do ligante ao agregado graúdo da região.
Controle tecnológico de execução
Acompanhamento de campo com ensaios de densidade in situ (cone de areia), grau de compactação, teor de umidade e extração de corpos de prova para verificar o teor de betume da mistura aplicada.
Parâmetros típicos
Perguntas comuns
Qual o custo médio de um projeto de pavimento flexível em Feira de Santana?
Quanto tempo leva para concluir o dimensionamento e os ensaios de laboratório?
O prazo típico é de 15 a 25 dias úteis. A etapa mais demorada é a imersão dos corpos de prova para o ensaio CBR, que exige 96 horas de saturação segundo a norma DNER-ME 049/94, seguida da análise dos resultados e da elaboração do memorial de cálculo.
O projeto considera a expansão dos solos argilosos típicos da região?
Sim. Em Feira de Santana, os solos da formação massapê exigem verificação específica da variação volumétrica. Medimos a expansão no ensaio CBR com sobrecarga padrão e, quando necessário, especificamos uma camada de subleito reforçado com cal para reduzir a plasticidade e estabilizar a fundação do pavimento.
Vocês fazem o controle de qualidade durante a execução da obra?
Sim, oferecemos controle tecnológico completo. Nossa equipe vai a campo com equipamento calibrado para verificar o grau de compactação por cone de areia, a umidade do material aplicado, a temperatura de lançamento do concreto asfáltico e extrair testemunhos para verificar o teor de betume e a densidade aparente da mistura.
